Farra dos Vasconcelos em Maragogi: 83 cargos com o sobrenome custam mais de R$ 300 mil por mês

Uma investigação sobre as folhas de pagamento da Prefeitura de Maragogi revelou que pelo menos 83 pessoas com o sobrenome Vasconcelos ocupam cargos públicos em diversas secretarias do município. A farra familiar na gestão do prefeito Daniel Mendes de Vasconcelos Ferreira representa um custo mensal de R$ 312.182,10 aos cofres públicos apenas com salários brutos.

Os dados foram extraídos de documentos oficiais referentes a este ano. Os servidores com o sobrenome Vasconcelos estão espalhados por áreas como Saúde, Educação, Assistência Social, Infraestrutura, Meio Ambiente e até mesmo no Gabinete do Prefeito.

Há múltiplos servidores com altos vencimentos e vínculos diretos ou indiretos com setores estratégicos da gestão municipal. Em alguns casos, há mais de um membro da mesma família em diferentes repartições.

O sobrenome repetido em massa levanta suspeitas de nepotismo cruzado, favorecimento pessoal e loteamento político da máquina pública, o que pode configurar grave infração administrativa e moral. Moradores ouvidos pela reportagem denunciam a falta de concurso público e afirmam que “é preciso ter sobrenome para conseguir vaga na Prefeitura”.

Apesar da gravidade dos indícios, a Câmara de Vereadores de Maragogi mantém um silêncio ensurdecedor diante da farra de cargos promovida pela atual gestão. Em vez de cumprir seu papel constitucional de fiscalizar os atos do Executivo, a maioria dos parlamentares parece optar pela conivência, alimentando um clima de blindagem política que favorece a impunidade. Não há registros de requerimentos, audiências ou investigações por parte do Legislativo municipal para apurar o inchaço da folha com nomes ligados ao prefeito. 

O Ministério Público deve ser acionado por entidades de controle social para apurar se há violação aos princípios da impessoalidade e moralidade previstos na Constituição.A prática de inchar os quadros com familiares e aliados políticos contrasta com os desafios enfrentados por serviços públicos essenciais no município, como unidades de saúde sem profissionais suficientes e escolas carentes de estrutura. A “farra dos Vasconcelos” expõe a face de um sistema de poder que se perpetua às custas da população.



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