Unanimidade, diálogo e estratégia: a fórmula política de Marcelo Victor

Foto: Pei Fon / Agência Alagoas

No recomeço do mandato da Assembleia Legislativa de Alagoas, um silêncio coletivo deu lugar a 27 expressões de voto. Não num jogo de cartas ou sorteio, mas numa sessão histórica: Marcelo Victor foi reeleito, por unanimidade, presidente da Casa, numa demonstração rara de credibilidade e confiança. No plenário, uma multidão de olhares convergiu, mas não foi o calor das luzes que chamou atenção; foi o gesto sereno de um líder que sabe o valor de uma aliança consolidada.

Conversas de corredor, gestos contidos, encontros reservados em gabinetes, é lá que Marcelo Victor arma seu tabuleiro. Ao contrário de muitos expoentes da política, ele não busca o holofote das redes sociais. Prefere, isso sim, os diálogos com aliados fiéis. Com cinco mandatos consecutivos como deputado estadual e presidência da ALE desde 2019, ele se impôs sem alarde, com trabalho consistente e resultados palpáveis.

O que explica sua autoridade tão consolidada? Fontes próximas comentam que sua base está fincada na lealdade genuína. “Ele honra palavra, não volta atrás nas alianças, e trabalha com todos, sejam aliados ou oponentes interpretados como estratégicos”, resume um interlocutor que acompanha sua trajetória. Essa posturafez dele figura central na construção de consensos e articulações que moldaram o Estado nos últimos anos.

A possibilidade política suspensa no ar é clara: com a unanimidade da ALE, um dos mais recentes quadros políticos de Alagoas pode se tornar figura central em 2026, não por ambição declarada, mas como resultado de alianças e poder acumulado.
Marcelo Victor é menos retórica inflamável e mais estratégia contida. Seu diferencial é justamente essa composição de liderança reservada, técnica e eficaz. Ele não brilha no Twitter ou em lives; prefere operar nos bastidores, entre papéis, decisões e articulações. E é isso que o torna singular.

Se, há alguns anos, poucos palpitaram no rumo político de Marcelo Victor, hoje, sua figura está cercada por projeções reais de poder. Se o tabuleiro se mover nacionalmente, aquele homem discreto que atua muito e coleciona respeito de gregos e troianos pode, em breve, fazer o xeque-mate: assumir o governo do Estado.

Foto: Pei Fon / Agência Alagoas

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